O fim do tele-Espectador? | Humanidades Digitais em HD.br

O fim do tele-Espectador? | Humanidades Digitais.

Os jovens nascidos na era da internet estão vivendo um fenômeno cujo impacto o mundo dos adultos ainda não começou a compreender: eles quebraram a dicotomia produtor-consumidor de conteúdos, e talvez estejam causando o fim da figura do “Telespectador”.

Leia mais em http://hdbr.hypotheses.org/5690

DHandES 2014 – Digital Humanities and e-Science

AHDig

DHandes_quadrado Estão abertas as inscrições para o DHandEs 2014 , o 1o Workshop  sobre Humanidades Digitais e e-Science, organizado com o apoio da AHDig . O Workshop acontecerá entre 20 e 21 de Outubro de 2014, como parte da programação da e-Science 2014 , a 10a Conferência Internacional sobre e-Science do IEEE, Institute of Electrical and Electronics Engineers, na cidade do Guarujá, no Brasil.

O Workshop é motivado pela constatação de que há uma intersecção entre as “Humanidades Digitais” e a “e-Science”, ainda que as respectivas comunidades de práticas nem sempre concordem quanto à extensão e forma desse espaço comum (cf. por exemplo [1], [2] e [3], referências abaixo).

A ideia do encontro é explorar esse terreno comum, expandindo-o. Para isso, o workshop pretende reunir e debater pesquisas em diferentes áreas das Humanidades e das Ciências Sociais com participação intensiva de recursos…

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British Library – Podcast (Digital Conversations: The Scholarly Use of Web Archives)

Pensar em todos os possíveis usos de arquivos digitalizados é sobretudo considerar o uso acadêmico de arquivos digitalizados.  

Nesse podcast, que se baseia em um seminário na British Library, uma série de interessantes questões e observações são levantadas, como por exemplo: a importância de se estruturar arquivos na internet pelo fato de se precisar preservar informações que podem se alterar a qualquer momento sem uma programação preestabelecida para isso.

Outro relevante ponto suscitado: as mudanças nos algoritmos podem influenciar a relevância dos elementos nas buscas, na estruturação das informações nos arquivos na internet, o que pode sempre influenciar os resultados obtidos nas buscas. Esse aspecto está diretamente relacionado ao perigo de se criar arquivos ‘mortos’, pouco visitados, o que ocorre com certa frequência nos dias de hoje.

Paralelamente a todas essas questões, alguns fatos interessantes foram apresentados, como por exemplo: a China é o país do mundo em que as pessoas acessam a internet com maior frequência para ler e pesquisar sobre literatura em comparação àquelas que acessam para fazer compras, este é um fenômeno recente desta década e se mostra como um dado muito revelador de como funciona esse processo naquele país.

Comentando essas e muitas outras questões, podemos ouvir os palestrantes: David Gauntlett (Mídia e Communicações – Universidade de Westminster) com  contribuições de Richard Rogers (New Media e Cultura, Media Studies – Universidade de Amsterdam), Niels Brügger (Internet Studies – Aarhus Universidade, Dinamarca), Helen Hockx-Yu (Web Archiving – British Library), David Berry (Digital Media  – Universidade de Sussex) e Michel Hockx, (Professor de Chinês em SOAS – Universidade de Londres).

 

Brewbooks - British Library - Inglaterra em 01 de junho de 2006
British Museum Reading Room – Brewbooks – British Library – Inglaterra em 01 de junho de 2006

 

Veja mais em – Digital Conversations: The Scholarly Use of Web Archives

 

 

Descobertas & Inovações

Fonte: See-ming  Lee, nov. 2013, Creative Commons “Installation by Theaster Gates (b. 1973): Red line with black soot and enthusiasm, 2013 (Decommissioned fire hose and wood)” /  Kavi Gupta / Art Basel Hong Kong 2013 / SML.20130523.6D.14240 (See-ming Lee) / CC BY 2.0

Fonte: See-ming Lee, nov. 2013, Creative Commons“Installation by Theaster Gates (b. 1973): Red line with black soot and enthusiasm, 2013 (Decommissioned fire hose and wood)” / Kavi Gupta / Art Basel Hong Kong 2013 / SML.20130523.6D.14240 (See-ming Lee) / CC BY 2.0

Apesar de distantes no tempo, estas duas notícias abordadas neste post parecem sinalizar que algumas mudanças no campo das Humanidades Digitais vem acontecendo. Um necessário distanciamento entre ambas demonstra que, em certa medida, chegam, até mesmo,  a se complementar.

Ao que tudo indica, neste primeiro artigo presente no site do Max-Planck-Gesellschft, as próximas notícias sobre Humanidades Digitais serão escritas com outras tintas e outras fontes. Este interessantíssimo artigo  postula uma nova descoberta nos sistemas digitais. Muitos de nós talvez pensem que toda a estruturação em meio digital ocorra pura e simplesmente a partir de uma combinação entre os números ‘0’ e ‘1’, mas de acordo com a pesquisa desenvolvida no instituto – Max-Planck-Instituts für Dynamik und Selbstorganisation em Göttingen – se trata de um novo modelo para o processamento de informação, mais conhecida como complex network computer. Segundo Marc Timmer, responsável pelas pesquisas, este novo modelo é capaz de processar informações através de um sistema oscilatório.

Em termos práticos isso significa que diversos novos e mais eficientes tipos de programação podem ser estruturados conforme o próprio artigo faz referência, o que resulta por conferir uma nova perspectiva de interação em diversas plataformas para os mais variados usos.

Uma das implicações diretas dessa descoberta recai diretamente na maneira como essas interações ocorrem, o que resultará por forçosamente interferir nas próprias interações entre si, tanto no plano da programação em si como no plano da utilização pelos usuários.

Que existe muita inovação e descobertas inimagináveis em Humanidades Digitais realmente não é novidade. O que realmente impressiona é que essas novas técnicas poderão ou não suplantar as atualmente existentes ou podem passar a coexistir, como ocorreu na época do surgimento da imprensa e por conseguinte do texto impresso que passou a se fazer presente nos mesmos espaços antes apenas ocupados pelo manuscrito.

Outro aspecto que chama bastante a atenção é esse movimento oscilante da interação evidenciado por esse novo modelo. É instigante pensar que mesmo em um sistema pequeno, como diz o próprio artigo, as interações e suas resultantes compõem uma infinidade de outras mais.

Toda a forma de interação se constitui como um tema muito caro ao campo das Humanidades Digitais. Um dos subcampos, no âmbito de Humanidades, em que se consegue melhor identificar todas as nuances dos mais diversos tipos de interações é justamente o campo de língua/linguagem, tanto falada como escrita, uma vez que diferentes mídias abundam na internet na atualidade baseando-se em arquivos escritos ou audíveis.

Fonte: Penn Provenance Project, ago.2012 http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/
Fonte: Penn Provenance Project, ago.2012 http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

Seguindo essa linha de raciocínio as consequências que esta nova conjuntura  trará e que essas interações poderão ter no campo de Humanidades em geral é igualmente imenso.

Passando agora à segunda notícia: sempre houve a necessidade de se catalogar dados, bem como de sistematizá-los. A tecnologia digital soube bem fazer isso, mas a verdade é que a profusão de dados na internet, muitas vezes, não permite relacionar os resultados de suas buscas. Isso, sob a perspectiva da pesquisa se constitui como um grande problema. Evidentemente, existem alguns sistemas em vários países, como diz o segundo artigo: “BISG – Book Industry Study Group, dos Estados Unidos, formulou o BISAC, os ingleses criaram o BIC, os franceses o CLIL e os alemães, o WGS”. Talvez um deles forneça novas dinâmicas na classificação dos objetos digitais e/ou produtos culturais. É importante lembrar que muitos sites que disponibilizam material digitalizado –  como bibliotecas, instituições, revistas digitais – trabalham diretamente com os metadados.

A novidade, no caso do segundo artigo, seria um projeto denominado THEMA, o qual seria capaz, de alguma forma, de reunir diferentes informações de uma infinidade de bancos de dados diferentes que pudessem compor um único banco de dados geral. Esse se mostra ser um decisivo e relevante passo para os pesquisadores, uma vez que levarmos em conta a quantidade de fontes e repositórios que existem na atualidade. Novamente interações inimagináveis parecem ser a espinha dorsal das Humanidades Digitais.

O amálgama entre interação (representado por esse sistema oscilatório) e língua (representada pelos sistemas que estruturam os metadados) parece ser indissociável neste novo cenário sinalizado por essas duas notícias. Esse movimento oscilatório remete novamente à primeira descoberta mencionada neste post, ou seja, a partir de uma única interação entre dois elementos, por assim dizer, uma infinidade de outras interações são engendradas.

Não se pode perder de vista que muitas vezes são as interações que definem seus participantes, muito mais do que suas características tomadas estatica- e individualmente.

Fonte: Jjb@nalog, mar.2011, Flickr http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/
Fonte: Jjb@nalog, mar.2011, Flickr http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja mais em:

1º. artigo: http://www.mpg.de/5975149/complex_network_computer

2º. artigo: http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=75793

http://www.editeur.org/151/Thema