“Antigas páginas acadêmicas…”

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Revista de Medicina, 1916, Volume 1, numero 2. Capa. Disponivel em http://www.revistas.usp.br/revistadc/issue/view/5028

 Antigas páginas acadêmicas: Portal da USP traz a coleção completa de algumas das primeiras revistas científicas editadas em suas faculdades | Revista Pesquisa Fapesp, ed. 213 – Novembro de 2013 – Marcos Pivetta

Artigo na Revista Fapesp deste mês aborda o projeto de digitalização das primeiras revistas científicas da Universidade de São Paulo: “Neste mês de novembro o Portal de Revistas da Universidade de São Paulo (USP) torna disponível na internet a coleção completa de alguns dos primeiros periódicos científicos produzidos por faculdades dessa instituição. Os títulos mais velhos remontam ao fim do século XIX ou ao começo do XX e alguns foram lançados por unidades acadêmicas que existiam antes do advento da USP, em 1934, e à universidade foram incorporadas no momento de sua criação. No endereço www.revistas.usp.br poderão ser encontrados todos os números de periódicos como a Revista da Faculdade de Direito de São Paulo – a mais antiga da coleção, que começou a ser editada em 1893 e permanece até hoje viva – ou a Revista de Medicina, da Faculdade de Medicina, criada em 1916 e igualmente ainda impressa“. Leia o artigo completo na Revista Pesquisa Fapesp.

‘Media Commons’: novas perspectivas para a escrita acadêmica

Imagem de http://mediacommons.futureofthebook.org/

A necessidade de se publicar trabalhos científicos rigorosamente criticados por pares em grandes quantidades é hoje um consenso no mundo acadêmico – ao menos, é um consenso a cuja métrica todos os que desejam permanecer ativos na vida intelectual universitária precisam se adaptar. Poucos, entretanto, têm se aventurado a interrogar o sentido que a expressão “crítica por pares“, ou mesmo o termo “publicar“, adquiriram nos dias de hoje. As publicações acadêmicas continuam a seguir a lógica do mundo impresso – quando não na sua forma física, ao menos na sua metodologia.

Nesse contexto, a editora Media Commons Press – Open scholarship in open formats (parte do projeto mais amplo Media Commons) aparece como um sopro de inovação. Iniciada em 2007 pela pesquisadora norte-americana Kathleen Fitzpatrick, da Universidade de Nova York, a editora se propõe a publicar trabalhos acadêmicos em formato inteiramente aberto à leitura e à contribuição crítica de comentaristas registrados – um “peer-review” colaborativo em linha.

Um caminho extremamente interessante para se conhecer o conceito da editora é ler, na plataforma, seu livro inaugural – “Planned Obsolescence: Publishing, Technology, and the Future of the Academy“, da própria FItzpatrick, que discute os desafios dos formatos atuais de publicação acadêmica e propõe novos formatos e conceitos para a difusão do trabalho científico. Propõe, e executa – a leitura do texto, na plataforma colaborativa, é de fato uma experiência extremamente interessante, uma ‘meta-leitura’, na qual o assunto debatido no livro vai sendo instantaneamente atuado conforme os nossos olhos progridem pela tela.

Planned Obsolescence” toca diversos temas muito interessantes, que renderiam vários posts e conversas. Aqui destacamos uma propriedade singular do livro: sua avaliação crítica da metodologia tradicional da publicação acadêmica não se limita ao já cansativo debate “papel versus tela”. Ao contrário, a autora pinça, na diferença entre as duas formas de publicação, aquilo que é de fato o mais importante (e que poucos percebem): a publicação digital pode prescindir de intermediários, colocando o autor em contato direto com o leitor – e, no caso do texto acadêmico, também com o revisor crítico.  As novas formas de construção de texto possibilitadas por essa propriedade são ainda inexploradas, e o projeto Media Commons Press é um caminho de vanguarda muito interessante nesse sentido.

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Imagem de http://mediacommons.futureofthebook.org/

Open Data

Crédito: Naqsh- e Rostam I - Dynamosquito – Flickr 17 de dezembro de 2008
Crédito: Naqsh- e Rostam I – Dynamosquito – Flickr 17 de dezembro de 2008

Como em tantas outras áreas científicas, o campo de Humanidades Digitais também carece de uma padronização em sua terminologia. É relevante pontuar este aspecto pois o debate Maximising the use of public data – should research and publicly acquired data be made more accessible? ocorrido em 10 de julho na Royal Society sobre o tema  Open Data, trouxe à tona um novo termo e um novo conceito, ainda que isso soe demasiadamente clichê.

Como não poderia deixar de ser, esse evento discute um tema em evidência: a disponibilidade de dados. Citando Geoffrey Boulton, Professor Emérito da Universidade de Edinburgo, no evento, é importante que os dados sejam “acessíveis, ‘assessáveis’, inteligíveis e reutilizáveis”, só assim os dados estarão realmente disponíveis, na mais genuína acepção do vocábulo.

O termo novo citado no primeiro parágrafo seria open inovation ‘inovação aberta’ como o quinto paradigma das Humanidades Digitais. É muito importante pontuar que por “abertura”  entende-se uma abrangente disponibilidade, que por sua vez não ameaça o método científico e/ou a ciência.

Seguindo diferentes problemáticas no universo da acessibilidade de dados, as palestras abordam diferentes temas, dentre eles, quais os impactos que os dados causam no fazer científico; como a questão da ética se mostra basilar em se tratando de dados sobre um indivíduo em especial e sobre dados em geral de uma determinada área da ciência; a maneira como se lida com os dados nos dias de hoje; os dados podem ser usados em toda a sua potencialidade apenas quando são inteligíveis; que as fronteiras na área de Humanidades Digitais são fluidas; pois não se trata apenas dos dados em si, mas antes, da real possibilidade de se ter acesso a eles e de utilizá-los efetivamente.

Ao ouvir as falas e ao ler as apresentações em slide do blog de Simon Tanner (http://simon-tanner.blogspot.co.uk), fica evidente, como os próprios palestrantes evidenciam em vários pontos de suas respectivas falas, o foco da discussão não são os dados em si, mas sim a licença e/ou permissão para se utilizá-los, ou seja, é possível pensar que toda a questão orbita no direito de propriedade.

Um último aspecto, polêmico, a destacar, abordado por Simon Tanner em seu post é: como proceder para manter e sustentar permanentemente a efetiva disponibilidade dos dados; ele muito acertadamente pontua que alguns palestrantes não entraram no mérito da questão e outros o fizeram superficialmente.

Steve Juvertson Flickr 13 de fevereiro de 2009
Crédito: Steve Juvertson Flickr 13 de fevereiro de 2009

Veja mais em: http://simon-tanner.blogspot.co.uk/2013/07/uk-government-promotes-open-data-public.html

Expedição Langsdorff na Brasiliana Digital

Tatuagem tradicional de habitante de Nukuhiwa. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin - USP, acesso em 03-julho-2013
Tatuagem tradicional de habitante de Nukuhiwa. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin – USP, acesso em 03-julho-2013

Como parte dos nossos projetos na área de tradução – alemão, a Brasiliana USP colocou no ar, recentemente, a produção publicada em 1812 e 1821 acerca das viagens filosóficas realizadas no período. É importante pontuar que tais viagens não ocorreram apenas em solo brasileiro:  “De volta à Europa, Langsdorff publicou dois volumes chamados Bemerkungen auf einer Reise um die Welt in den Jahren 1803 bis 1807 (Notas sobre uma viagem ao redor do mundo nos anos 1803-1807), títulos ilustrados pelo próprio autor, que tratam da fauna, flora e da etnografia da Califórnia, Havaí, Alaska, Nukuhiwa, ilhas do Pacífico, península do Kamtchatka e Japão. Em 1813 se mudou para o Brasil como Ministro Plenipotenciário Fedor Pahlen e assumiu o Consulado Geral da Rússia no Brasil. Em 1816, o barão de Langsdorff compra, no atual estado do Rio de Janeiro, a Fazenda da Mandioca, estadia obrigatória de diversos cientistas e naturalistas europeus que estiveram no Brasil nas primeiras décadas do século XIX e aí organizaram diversas expedições, entre os quais destacamos Spix e Martius, John Luccock, Emmanuel Pohl, Maximilian zu Wied-Neuwied, Saint-Hilaire e Friedrich Sellow”.

“A Expedição Langsdorff apresentou um caráter diferenciado em relação a outras expedições que percorreram o Brasil, pois além de estudar a flora e a fauna do país, os expedicionários dedicaram-se a pesquisar a etnografia e os idiomas das tribos brasileiras. A viagem foi custeada pelo czar Alexandre I da Rússia, país que buscava se igualar em importância às outras potências europeias no campo dos conhecimentos científicos. O barão reuniu, ao todo, 39 pessoas para a expedição e entre elas integraram o grupo artistas renomados, como os pintores Johann Moritz Rugendas, Hércules Florence e Aimé-Adrien Taunay, cujas reproduções da flora, da fauna e dos nativos brasileiros impressionaram a todos pelo rigor descritivo e pela beleza representada. O astrônomo Nestor Rubtsoz, o botânico Ludwig Ridel, e o naturalista Wilhelm Freyreiss também compunham esta equipe e muitas das espécies de plantas coletadas por Riedel foram expostas pela primeira vez na Flora Brasiliensis do botânico Carl Friedrich Philipp von Martius. A expedição teve como ponto de partida a província de Minas Gerais e depois rumou para o Brasil Central, seguindo por rio de São Paulo a Cuiabá, tomando, a partir daí, a direção norte, explorando a Amazônia e as cabeceiras e leito do rio Orenoco. Em 1825, a equipe saiu do Rio de Janeiro para Porto Feliz, na província de São Paulo em direção a Cuiabá….” . O artigo completo de Luciana de Fátima Candido está na Brasiliana Digital.

O que é um MOOC?

Os “MOOCs”  – cursos online abertos e dirigidos a um público amplo (na sigla inglesa para Massive Online Open Course) – têm se multiplicado em  ritmo acelerado pela rede nos últimos anos. O ano de 2012, por sinal, foi apelidado de “o ano do MOOC” por diversos blogs e redes sociais, inspirando também algumas reportagens na mídia impressa.

A rápida disseminação dessa forma de acesso ao conhecimento nos coloca diversas questões interessantes: os MOOCs são mais uma ‘onda’ da internet, ou são exemplos de novas e revolucionárias formas de relação com o conhecimento? Para podermos debater isso, vamos começar fazendo um perfil geral desse estilo de aprendizagem “à distância”.

Portal de MOOCs, Berkeley http://webcast.berkeley.edu/
Portal de MOOCs, Berkeley

Em primeiro lugar importa notar uma certa diversidade dentro daquilo a que se denomina um “MOOC”. De fato, existem MOOCs ligados a programas universitários (como os de Harvard, de Yale, da UCLA/Berkeley e do pinoneiro MIT) e MOOCs independentes (como aqueles encontrados no Udacity e no Blackboard). Ainda, entre os MOOCs das grandes universidades, existem aqueles inteiramente abertos à participação do público, e aqueles dirigidos aos alunos da universidade (ou, ao menos, a alunos inscritos e cadastrados), que resultam em certificados e “créditos”, como qualquer disciplina “presencial”.

edX
Plataforma edX

Além disso, é interessante notar que alguns cursos são realizados em plataformas de Acesso Aberto sem fins lucrativos (emblematicamente, a edX, que abriga os cursos do MIT, de Harvard e de Berkeley, por exemplo); outros são encontrados em plataformas fechadas que visam lucro (como a Coursera, que inclui os cursos de Princeton e Stanford, e a Blackboard). Entretanto, mesmo nas plataformas privadas, os cursos são gratuitos para quem os assiste – o lucro vem da compra de softwares ou do aluguel da plataforma, da parte de empresas que desejem montar cursos.

Na comunidade original dos idealizadores dos MOOCs, entretanto, a vocação da ideia é para o acesso aberto irrestrito e sem visar o lucro. É esse o ideário que segue sustentando as grandes plataformas abertas, como a edX – fundada por pesquisadores do MIT e de Harvard que tanto oferecem cursos como pesquisam as formas de ensino-aprendizado em rede. Esses pesquisadores lançaram o edX em 2012 justamente como reação política à crescente comercialização dos provedores de MOOCs.

Vídeo do curso "The hero in ancient greek civilization", Prof. Gregory Nagy, Harvard.
Vídeo do curso “The hero in ancient greek civilization”, Prof. Gregory Nagy, Harvard

Quanto ao formato dos cursos, os MOOCs podem incluir basicamente três tipos de atividades (todas em rede, é claro): apresentações gravadas em vídeo, fóruns de discussão e atividades de avaliação. As tecnologias envolvidas nas atividades de avaliação renderiam, por si sós, um novo post (em alguns casos, incluem a realização de provas em casa, com monitoramento por câmeras). Entretanto, tipicamente um MOOC é composto pelo material em vídeo e pela plataforma interativa, muitas vezes sem a atividade avaliativa  – é o caso da maioria dos cursos independentes, ou seja, não ligados a Universidades, e que não “certificam” os alunos.

Assim, fundamentalmente, o que distinguiria um MOOC de uma palestra gravada e disponível online – e mesmo, das plataformas dedicadas à divulgação de palestras online, como a famosa TED – é que um MOOC é desenhado para ser uma experiência interativa.

Vídeo do curso "Einstein for the masses", de Yale, disponível no YouTube
Vídeo do curso “Einstein for the masses”, Prof. Ramamurti Shankar, Yale, disponível no YouTube (com 111.085 acessos)

O interessante, para a nossa discussão, é que os MOOCs de conteúdo aberto, mesmo quando são originalmente produzidos por instituições de ensino tradicionais, acabam se desvinculando das suas “almas-mãe” originais. Essa perda de vínculo se pode medir, inclusive, pelo fato de que muitos cursos preparados nas plataformas “oficiais” acabam disponíveis em portais gerais, como o YouTube, onde podem ser acessados ainda mais amplamente  – e muitas vezes, de forma desconectada em relação aos demais conteúdos preparados por quem idealizou o curso.

Assim, seja nas plataformas abertas, seja simplesmente no YouTube, qualquer pessoa com acesso à internet (e à língua inglesa…) pode assistir, por exemplo, aos vários cursos online preparados por professores de universidades de elite dos EUA, como Harvard ou Yale, sem ter nenhum tipo de ligação com essa universidade. Esse internauta, natuaralmente, não terá um “certificado” por ter “cursado essa disciplina“… Mas, ao que parece (por exemplo, pelo alto número de acessos que alguns cursos têm no YouTube), grande parte das pessoas que assistem aos cursos online não tem nos diplomas seu maior objetivo.

É isso o que leva alguns a declararem que os MOOCs são mais que uma onda, uma moda da internet – representariam, de fato, uma tendência para o futuro da relação das pessoas com o conhecimento.

http://www.youtube.com/watch?v=eW3gMGqcZQc
“What is a MOOC?” – Dave Cormier

Essa é, por exemplo, a perspectiva do educador Dave Cormier, explicada neste vídeo:

“Um MOOC é um curso aberto, participativo, distribuído e aberto – não é simplesmente um curso online, é um evento em torno do qual pessoas que se interessam por determinado assunto se reúnem e refletem sobre esse assunto”.

Se abraçarmos essa perspectiva dos MOOCs como nova forma de busca pelo conhecimento (bastante disseminada nos debates na rede), teremos aspectos muito interessantes a considerar. A possibilidade de acesso às “aulas” de forma irrestrita e desvinculada de outros materiais didáticos,  por exemplo, significa que as escolhas pendem muito fortemente para o lado do “aluno” – a escolha dos assuntos, da ordem pela qual serão tratados, das “aulas” que precisam ser assistidas e das que não precisam. Assim, quase que podemos questionar a denominação “cursos”, já que essas experiências de aprendizado não dependem de um programa pré-estabelecido, ou seja, não configuram exatamente um “curso” (= caminho) programado por um professor.

Assim, vou precisar fechar o post com a pergunta que comecei: afinal – o que é um MOOC?


Lista de Links

Exemplos de Moocs em grandes universidades:

Plataformas:

Reportagens

“Conhecimento Livre”

Open Access
Foto de Biblioteekje.

Não é de hoje que cientistas defendem a ideia de que o conhecimento precisa ser difundido de forma livre para que a sociedade possa apropriar-se dele.
Mas o acesso aberto começou de fato a frutificar a partir dos anos 1990 com o advento da internet e sua capacidade de distribuir informação com custo baixo.”

Conhecimento livre

Fabrício Marques
Revista Fapesp – Edição 201, Novembro de 2012

Este artigo na Revista Fapesp resume os debates mais recentes em torno da difusão livre (aberta e gratuita) da pesquisa científica no mundo, seguindo a repercussão da Semana Internacional do Acesso Aberto de 2012. Como mostra o artigo, há grandes contrastes quanto aos avanços e entraves à difusão livre da produção acadêmica nos diferentes países – vale destacar, nesse sentido, a recente iniciativa de um grupo de cientistas contra a editora holandesa (hoje, na verdade, transnacional) Elsevier, com o lançamento de um boicote que já compreende 12.963 assinaturas – cf. “The Cost of Knowledge“. Nas entrevistas com Jorge Guimarães (presidente da Capes), Rogério Meneghini (coordenador científico da biblioteca SciELO Brasil) e Pablo Ortelado (professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e membro do Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação da universidade), o artigo destaca a trajetória brasileira, “única no mundo”, ainda que também marcada por contrastes, como observa Ortelado: “A USP começou a organizar um repositório com todas as teses e artigos de seus pesquisadores, mas não há muitos exemplos desse tipo no Brasil.” Além dos movimentos em curso na USP (veja mais em acessoaberto.usp.br.), destacam-se as políticas de acesso aberto conduzidas pela Fapesp (como a SciELO Brasil), pela Capes (como o Portal de Periódicos) e pelo Ibict (como o Diadorim, Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasilieiras).

Open Access - The cost of knlwledge
The Cost of Knowledge – Cartum de Giulia Forsythe.

Acervos digitais e reconstrução de narrativas – o caso da divulgação científica.

Histórias para contar: Acesso a documentos digitalizados ajuda a reconstituir os percursos da divulgação científica no Brasil | Revista Pesquisa Fapesp, ed. 200 – Outubro de 2012

Este artigo da Revista Fapesp aborda  o impacto do surgimento dos acervos digitais nas pesquisas sobre a história da divulgação científica no Brasil, apontando para um processo muito interessante: a digitalização de alguns acervos importantes está mostrando que o que era tido por lacunas do jornalismo científico eram, na realidade, lacunas na informação disponível aos historiadores:  Continue Lendo “Acervos digitais e reconstrução de narrativas – o caso da divulgação científica.”

“La educación prohibida”: Copyleft e cultura do compartilhamento

O documentário La educación prohibida estreia hoje em Buenos Aires e em todos os lugares do mundo, pelo site http://www.educacionprohibida.com. O filme, que integra mais de 90 entrevistas com educadores, oferece um questionamento da lógica da escolarização atual e mostra iniciativas educacionais inovadoras em 45 países.

No site do projeto, a primeira tela do filme anuncia: “É permitida e incentivada a cópia, modificação, tradução e exibição pública deste filme, desde que não exista finalidade de lucro (…) – Copyleft: A cultura se protege compartilhando“. O documentário foi idealizado por jovens estudantes argentinos e co-produzido por 704 doadores, pelo sistema de Financiamento Coletivo ou Crowdfunding, ou seja, pela contribuição espontânea feita por internet.  Continue Lendo ““La educación prohibida”: Copyleft e cultura do compartilhamento”

Digitalização dos acervos públicos europeus: Um balanço da década

A GLAM – Open Galleries, Libraries, Archives and Museums – é uma rede global de instituições dedicadas a construir o acesso aberto a seus acervos, como parte da Open Knowledge Foundation, e em parceria com a DM2E, a Comissão da União Europeia responsável por fomentar o acesso livre ao patrimônio cultural do continente por meio da Europeana. No site da GLAM, neste mês, há um artigo muito interessante sobre o estado atual dos esforços de digitalização dos acervos públicos europeus nesta última década. Veja o texto completo: The state of digitazition, por Joris Pekel.

Ler “A Prosa do Mundo” hoje

Campanella, De Sensu Rerum et Magia Libri Quatuor
T. Campanella, De Sensu Rerum et Magia Libri Quatuor, 1620

Como apoio para as conversas na nossa Roda de Leitura desse mês, preparamos uma lista de reproduções digitais de dezessete livros citados por Michel Foucault em A Prosa do Mundo, o capítulo II de As Palavras e as Coisas. Esta lista inspira um comentário.

Imagino a leitura de A Prosa do Mundo acontecendo na forma de pelo menos dois gestuais, cada um deles compondo uma experiência inteiramente singular (como, de resto, acontece com qualquer leitura – mas aqui condenso este caso, acompanhando nossa Roda). O primeiro gestual seria o de quem percorre o texto do início ao fim sem suspender seus olhos. O segundo seria o de quem interrompe o percorrer do texto a cada tanto, e suspende os olhos em busca das obras comentadas por Foucault. Continue Lendo “Ler “A Prosa do Mundo” hoje”

Acordo para integrar documentos

Acordo para integrar documentos

PublishNews – 21/12/2011 – Redação

MinC começa a organizar o sistema que permitirá acompanhar metas do PNC

“A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituições vinculadas ao MinC, e o Arquivo Nacional, do Ministério da Justiça, assinaram hoje acordo de cooperação técnica para integrar documentos de dez mil instituições de memória social (como bibliotecas, museus e arquivos). Continue Lendo “Acordo para integrar documentos”

São Paulo conclui informatização dos acervos de bibliotecas

São Paulo conclui informatização dos acervos de bibliotecas

PublishNews – 20/12/2011
Redação


“Agora é possível consultar na internet itens disponíveis e ter cadastro único”

“A cidade de São Paulo concluiu a informatização de todos os acervos das bibliotecas públicas da capital, que havia começado em 2005. Isto significa que, agora, a população pode consultar o acervo completo – 2,5 milhões de exemplares – pela internet e verificar a disponibilidade dos livros. A busca pode ser feita neste site por meio do título, autor, assunto ou editora, nas bibliotecas que fazem parte do sistema, que é o maior do Brasil. Continue Lendo “São Paulo conclui informatização dos acervos de bibliotecas”

Carta de Apresentação

Mappa da exportação dos effeitos que sahirão pela Barra da Parahiba desde 87 té 97. Figueiredo, Inácio José Maria de (grav.) Lisboa: Na Officina da Casa Litteraria do Arco do Cego, 1799. Arquivo digital da Brasiliana USP.

O Grupo de Pesquisas Humanidades Digitais é formado por pesquisadores interessados em explorar e interrogar a produção, a organização e a difusão da informação no meio digital.

Estamos construindo nossas interrogações como ação crítica e criativa. Incluímos em nosso horizonte duas perspectivas integradas: a reflexão teórica sobre as questões colocadas pelos novos meios de difusão da informação para o problema histórico e epistemológico da construção do conhecimento, e a experimentação em torno de novas formas de acesso, organização e processamento da informação. Continue Lendo “Carta de Apresentação”