Open Data

Crédito: Naqsh- e Rostam I - Dynamosquito – Flickr 17 de dezembro de 2008
Crédito: Naqsh- e Rostam I – Dynamosquito – Flickr 17 de dezembro de 2008

Como em tantas outras áreas científicas, o campo de Humanidades Digitais também carece de uma padronização em sua terminologia. É relevante pontuar este aspecto pois o debate Maximising the use of public data – should research and publicly acquired data be made more accessible? ocorrido em 10 de julho na Royal Society sobre o tema  Open Data, trouxe à tona um novo termo e um novo conceito, ainda que isso soe demasiadamente clichê.

Como não poderia deixar de ser, esse evento discute um tema em evidência: a disponibilidade de dados. Citando Geoffrey Boulton, Professor Emérito da Universidade de Edinburgo, no evento, é importante que os dados sejam “acessíveis, ‘assessáveis’, inteligíveis e reutilizáveis”, só assim os dados estarão realmente disponíveis, na mais genuína acepção do vocábulo.

O termo novo citado no primeiro parágrafo seria open inovation ‘inovação aberta’ como o quinto paradigma das Humanidades Digitais. É muito importante pontuar que por “abertura”  entende-se uma abrangente disponibilidade, que por sua vez não ameaça o método científico e/ou a ciência.

Seguindo diferentes problemáticas no universo da acessibilidade de dados, as palestras abordam diferentes temas, dentre eles, quais os impactos que os dados causam no fazer científico; como a questão da ética se mostra basilar em se tratando de dados sobre um indivíduo em especial e sobre dados em geral de uma determinada área da ciência; a maneira como se lida com os dados nos dias de hoje; os dados podem ser usados em toda a sua potencialidade apenas quando são inteligíveis; que as fronteiras na área de Humanidades Digitais são fluidas; pois não se trata apenas dos dados em si, mas antes, da real possibilidade de se ter acesso a eles e de utilizá-los efetivamente.

Ao ouvir as falas e ao ler as apresentações em slide do blog de Simon Tanner (http://simon-tanner.blogspot.co.uk), fica evidente, como os próprios palestrantes evidenciam em vários pontos de suas respectivas falas, o foco da discussão não são os dados em si, mas sim a licença e/ou permissão para se utilizá-los, ou seja, é possível pensar que toda a questão orbita no direito de propriedade.

Um último aspecto, polêmico, a destacar, abordado por Simon Tanner em seu post é: como proceder para manter e sustentar permanentemente a efetiva disponibilidade dos dados; ele muito acertadamente pontua que alguns palestrantes não entraram no mérito da questão e outros o fizeram superficialmente.

Steve Juvertson Flickr 13 de fevereiro de 2009
Crédito: Steve Juvertson Flickr 13 de fevereiro de 2009

Veja mais em: http://simon-tanner.blogspot.co.uk/2013/07/uk-government-promotes-open-data-public.html

Anúncios

Comentários?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s