Autor: Maria Clara
A Rede Semântica (i)
Este post inaugura uma série de discussões sobre “web semântica“, “informações ligadas” e suas interrelações. Vamos começar com um exemplo ilustrativo das possibilidades para o trabalho com remissões entre objetos digitais, a partir das Cartas sobre os elementos de Botanica, de J.J. Rousseau, obra traduzida para o português e impressa na Tipografia do Arco do Cego em 1801, com diversas versões atualmente disponíveis na internet.
“La educación prohibida”: Copyleft e cultura do compartilhamento
O documentário La educación prohibida estreia hoje em Buenos Aires e em todos os lugares do mundo, pelo site http://www.educacionprohibida.com. O filme, que integra mais de 90 entrevistas com educadores, oferece um questionamento da lógica da escolarização atual e mostra iniciativas educacionais inovadoras em 45 países.
No site do projeto, a primeira tela do filme anuncia: “É permitida e incentivada a cópia, modificação, tradução e exibição pública deste filme, desde que não exista finalidade de lucro (…) – Copyleft: A cultura se protege compartilhando“. O documentário foi idealizado por jovens estudantes argentinos e co-produzido por 704 doadores, pelo sistema de Financiamento Coletivo ou Crowdfunding, ou seja, pela contribuição espontânea feita por internet. Continue lendo ““La educación prohibida”: Copyleft e cultura do compartilhamento”
Digitalização dos acervos públicos europeus: Um balanço da década

A GLAM – Open Galleries, Libraries, Archives and Museums – é uma rede global de instituições dedicadas a construir o acesso aberto a seus acervos, como parte da Open Knowledge Foundation, e em parceria com a DM2E, a Comissão da União Europeia responsável por fomentar o acesso livre ao patrimônio cultural do continente por meio da Europeana. No site da GLAM, neste mês, há um artigo muito interessante sobre o estado atual dos esforços de digitalização dos acervos públicos europeus nesta última década. Veja o texto completo: The state of digitazition, por Joris Pekel.
Alexander von Humboldt na Brasiliana Digital

Como parte dos nossos projetos na área de tradução – alemão, a Brasiliana USP colocou no ar, recentemente, o trabalho de catalogação das obras de Alexander von Humboldt sobre o Brasil: “Alexander von Humboldt (1769-1859), o barão von Humboldt, oriundo de família nobre, nasceu e morreu em Berlim (Alemanha). Humboldt se correspondeu e também influenciou autores e naturalistas de prestígio em sua época pois, como geógrafo, cartógrafo, naturalista e explorador, estabeleceu conceitos importantes para a geografia moderna e desenvolveu ramos significativos como a geografia climática e humana, a fitogeografia e a geopolítica“. O artigo completo de Luciana de Fátima Candido está na Brasiliana Digital.
“Falar”
Apresentamos aqui uma lista de gramáticas, dicionários e outras obras sobre língua e linguagem publicadas entre 1712 e 1822 em português, como complemento para a leitura do capítulo IV (“Falar“) de “As palavras e as coisas“, de M. Foucault.
(… ainda na esteira da nossa Roda de Leitura, como neste post de 10/04 sobre o capítulo II e neste post de 30/03 sobre o capítulo I). Continue lendo ““Falar””
“O Todo e a Parte” | Roger Chartier, entrevista
O Todo e a Parte
Jornal Valor Econômico – Suplemento cultural
Entrevista de Roger Chartier a Amarilis Lage,
13/04/2012
O suplemento cultural do jornal Valor Econômico deste fim de semana traz uma entrevista com o historiador Roger Chartier, que discute como as diferentes formas de publicação podem conferir diferentes sentidos a uma obra – em especial, Chartier fala sobre as novas formas de leitura no mundo digital.
Matéria completa: http://www.valor.com.br/cultura/2614020/o-todo-e-parte
Ler “A Prosa do Mundo” hoje

Como apoio para as conversas na nossa Roda de Leitura desse mês, preparamos uma lista de reproduções digitais de dezessete livros citados por Michel Foucault em A Prosa do Mundo, o capítulo II de As Palavras e as Coisas. Esta lista inspira um comentário.
Imagino a leitura de A Prosa do Mundo acontecendo na forma de pelo menos dois gestuais, cada um deles compondo uma experiência inteiramente singular (como, de resto, acontece com qualquer leitura – mas aqui condenso este caso, acompanhando nossa Roda). O primeiro gestual seria o de quem percorre o texto do início ao fim sem suspender seus olhos. O segundo seria o de quem interrompe o percorrer do texto a cada tanto, e suspende os olhos em busca das obras comentadas por Foucault. Continue lendo “Ler “A Prosa do Mundo” hoje”
“Las Meninas”, representações da representação

“Talvez haja, neste quadro de Velásquez, como que a representação da representação clássica e a definição do espaço que ela abre. Continue lendo ““Las Meninas”, representações da representação”
Humanidades digitais e representação

“We’ve spent a generation furiously building digital libraries, and I’m sure that we’ll now be building tools to use in those libraries, equally furiously, for at least another generation, and I look forward to it. I’m sure that the text won’t go away while we do our tool-building—but I’m also certain that our tools will put us into new relationships with our texts. All we can really ask, in the end, is that those relationships be fruitful”.
John Unsworth,
Forms of Attention: Digital Humanities Beyond Representation Continue lendo “Humanidades digitais e representação”
“Os algoritmos são os novos curadores”
Beware online filter-bubbles
Eli Pariser, 2011
Nesta palestra disponível na TED, Eli Pariser faz uma excelente análise dos riscos da internet guiada pelos filtros automáticos baseados em relevância de busca. Pariser alerta: estamos vivendo em bolhas definidas pelos filtros automáticos – e precisamos debater os critérios por trás desses filtros, antes que os algoritmos de buscas se consolidem como curadores da cultura digital.
“Quietly, Google puts History Online” | New York Times
Quietly, Google Puts History Online
New York Times
Eric Pfanner,
20/11/2011

Este artigo sobre os projetos de digitalização de arquivos memoriais pela empresa Google traz diversos pontos importantes para os debates em torno das Humanidades Digitais. Em especial, poderíamos destacar a pergunta realizada pelo autor, Eric Pfanner: Continue lendo ““Quietly, Google puts History Online” | New York Times”
Carta de Apresentação

O Grupo de Pesquisas Humanidades Digitais é formado por pesquisadores interessados em explorar e interrogar a produção, a organização e a difusão da informação no meio digital.
Estamos construindo nossas interrogações como ação crítica e criativa. Incluímos em nosso horizonte duas perspectivas integradas: a reflexão teórica sobre as questões colocadas pelos novos meios de difusão da informação para o problema histórico e epistemológico da construção do conhecimento, e a experimentação em torno de novas formas de acesso, organização e processamento da informação. Continue lendo “Carta de Apresentação”
Iconografia – Eixo temático de 2011
No ano de 2011, escolhemos como eixo temático comum a Iconografia.

Essa escolha foi motivada pelo reconhecimento de alguns desafios importantes envolvidos no trabalho de catalogar os arquivos digitais de imagens do acervo Brasiliana USP, em especial o de construir descrições que levem em consideração a importância da iconografia nas obras sobre o Brasil feitas por viajantes, naturalistas e exploradores estrangeiros. Continue lendo “Iconografia – Eixo temático de 2011”



